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Risco climático deixou de ser projeção: como a perda de vegetação afeta a estratégia empresarial 

Natureza, clima e continuidade dos negócios fazem parte de uma mesma agenda de gestão. 

A vegetação nativa ocupava 79% do território brasileiro em 1985 e recuou para 65% em 2025, enquanto as áreas destinadas à agropecuária passaram de 18% para 32%. Os dados do MapBiomas mostram uma transformação acumulada em quatro décadas e ajudam a explicar a maior exposição de diferentes regiões a secas e chuvas extremas durante episódios de El Niño. 

A perda ambiental alcança os resultados 

A vegetação protege o solo, favorece a disponibilidade de água, regula a temperatura e sustenta ecossistemas essenciais às cadeias produtivas. Quando essa infraestrutura natural perde capacidade, os efeitos aparecem na produtividade, no preço de matérias-primas, na logística, nos seguros e na continuidade operacional. 

Mesmo empresas distantes das áreas mais afetadas podem sofrer impactos por meio de fornecedores, clientes ou infraestrutura crítica. Por isso, o risco climático precisa ser conectado ao mapa do negócio: localização dos ativos, dependência hídrica, concentração de fornecedores, histórico de eventos extremos e tempo de recuperação diante de interrupções. 

Adaptação precisa entrar na governança 

Com esse diagnóstico, a organização pode priorizar medidas como diversificação de fornecedores, estoques de segurança, revisão de rotas, eficiência hídrica, recuperação de áreas e critérios ambientais para compras. A resposta adequada dependerá do setor, do território e da relevância de cada risco. 

Para a S Company, natureza e clima devem orientar decisões de investimento, expansão, contratos e continuidade. Quando liderança, operações, riscos, suprimentos e sustentabilidade compartilham metas e responsabilidades, a agenda ambiental deixa de permanecer apenas nos relatórios e passa a fortalecer a resiliência e a competitividade do negócio. 

 

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